O linfoma, uma neoplasia maligna que se origina nos linfócitos, tem em sua abordagem terapêutica a quimioterapia como um dos pilares de tratamento. No entanto, a quimioterapia, embora eficaz, não está isenta de efeitos colaterais. Em particular, a cardiotoxicidade induzida pela quimioterapia emergiu como uma preocupação crescente para profissionais de saúde e pacientes. Dentro do espectro das cardiotoxicidades, a arritmia cardíaca, e especificamente a fibrilação atrial (FA), tem sido objeto de atenção.

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia cardíaca caracterizada por batimentos cardíacos irregulares, podendo causar sintomas como palpitações, fadiga e falta de ar. Mais preocupante é a sua associação ao aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) devido à possível formação de coágulos sanguíneos. A detecção precoce e precisa das arritmias, especialmente em um contexto tão desafiador quanto a administração da quimioterapia em pacientes com linfoma, é crucial. Portanto, é nesse contexto que o monitor de eventos cardíacos, comumente referido como “LOOPER

LOOPER: Uma ferramenta indispensável na detecção de arritmias 

O LOOPER é um dispositivo portátil que permite o monitoramento ambulatorial prolongado da atividade elétrica cardíaca. O LOOPER “filma” o coração por períodos estendidos, permitindo capturar arritmias intermitentes. Por outro lado o eletrocardiograma (ECG) tradicional, fornece uma “fotografia” da atividade cardíaca em um momento específico.

Por que o LOOPER é especialmente relevante em pacientes com linfoma submetidos à quimioterapia?

  1. Efeitos Intermitentes: Certos agentes quimioterápicos podem induzir arritmias que são esporádicas ou de curta duração. Como resultado, o LOOPER, ao permitir monitorização contínua, pode detectar esses eventos que seriam perdidos em um ECG padrão.
  2. Correlação Sintomática: Quando um paciente experimenta sintomas como palpitações, ele pode “marcar” esse evento no dispositivo. Assim permite-se uma correlação direta entre o sintoma e a atividade elétrica cardíaca naquele momento.
  3. Segurança Pós-tratamento: A cardiotoxicidade pode não se manifestar imediatamente após a administração da quimioterapia. Portanto, monitorar pacientes nos dias subsequentes pode ajudar a detectar efeitos tardios.

Conclusivamente, em um cenário clínico onde a precisão e a detecção precoce podem fazer uma diferença significativa no prognóstico e na qualidade de vida do paciente, o LOOPER emerge como uma ferramenta indispensável . Além disso ao considerar os riscos associados à quimioterapia, a integração de tecnologias avançadas de monitoramento cardíaco, como o LOOPER, reforça o compromisso com a excelência clínica e o cuidado centrado no paciente.


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