A síncope é um sintoma em que ocorre uma perda de consciência abrupta, transitória e completa. Ela é associada à incapacidade de manter o ortostatismo, porém associada a uma recuperação rápida e espontânea.

A síncope é também a manifestação sintomática de um breve período de hipoperfusão cerebral. Isso pode ocorrer devido a várias causas, desde condições benignas até ameaçadoras da vida.

Mas o que causa a síncope?

As suas causas mais comuns são as patologias de origem cardíaca, incluindo as arritmias e os distúrbios autonômicos. Este sintoma pode ter como etiologia patologias cardíacas graves associadas a grande mortalidade.

Durante a sua avaliação é sempre obrigatória a realização de exames de registro eletrocardiográfico.  Para obtenção de um diagnóstico definitivo e rápido. Isso permite um tratamento adequado no tempo certo.

Estudos recentes reportam taxas de prevalência de síncope de até 41%, com síncope recorrente em 13,5% dos casos.

As novas diretrizes da American College of Cardiology/American Heart Association recomendam que após uma avaliação de risco e detalhada história clínica de um paciente que se apresente com síncope, seja realizado, ainda na avaliação inicial destes pacientes, um ECG de 12 derivações em repouso.  (recomendação classe IA)

O registro eletrocardiográfico pode fornecer informações sobre a causa potencial e específica do episódio da síncope, tal como um substrato arritmogênico subjacente.  (por exemplo, bradiarritmia com pausas sinusais ou bloqueio de condução de alto grau, taquiarritmia ventricular)

A seleção de um determinado teste de diagnóstico, após a história inicial, exame físico e ECG basal, é uma decisão baseada na apresentação clínica do paciente. Também estratificação de risco e uma compreensão clara do valor diagnóstico e prognóstico de qualquer teste adicional.

Se após a avaliação inicial não existir um diagnóstico definitivo, mas continuar persistindo a sugestão de uma anormalidade cardiovascular subjacente, é necessário recorrer a monitores de registro eletrocardiográfico.

Sistemas de monitoramento

O sistema de monitoramento e a duração devem ser adequadas à probabilidade de que um evento espontâneo seja detectado.

Os métodos de monitoramento em regime ambulatorial são preferidos pois permitem que o paciente mantenha sua rotina. Também porque não há necessidade de internação o que gerando assim um maior custo benefício.

Existem disponíveis duas opções não invasivas (Holter e ELR – monitor em loop externo). Também uma opção invasiva (IRL – monitor em loop interno).

A vantagem do ERL sobre o Holter é que ele decorre de um período de monitoramento mais longo. Isso lhe confere um maior rendimento do que o monitoramento com o Holter e pode oferecer um diagnóstico após uma avaliação Holter negativa.

Embora o rendimento de diagnóstico de um ERL possa ser inferior ao de um IRL, a estratégia não invasiva é razoável e preferida como uma primeira abordagem, devido aos riscos e complicações associados à implantação de um IRL.

Além disso, estudos recentes reportam que quando utilizados e comparados em relação ao mesmo tempo de utilização, o seu rendimento diagnóstico é semelhante.

Estudo

Um estudo prospectivo e multicêntrico de 392 pacientes (28% com síncope) relatou um rendimento diagnóstico com ERL de 4 semanas de 24,5%. Isso em doentes com eventos recorrentes e histórico prévio de arritmias supraventriculares, sendo estes fortes preditores de eventos de diagnóstico.

Em pacientes que apresentem sintomas apenas em intervalos de três em três dias ou intervalos superiores, como é recomendado pelas novas diretrizes da American College of Cardiology/American Heart Association, é necessário a existência de um exame que permita o monitoramento do ritmo destes doentes em loop, ao longo de vários dias. Uma vez que eles podem não ser detectados com o ECG convencional nem com o Holter de 24 horas.

Com recurso a um Web Looper, podemos registrar, diariamente, e ao longo de vários dias o ritmo cardíaco dos pacientes. Além disso, o registro é realizado de forma programada pela fixação de três eletrodos no tórax do paciente. Este registro é gravado e enviado para o médico cardiologista através de um sistema de monitoramento online com acesso à internet.

Caso o paciente tenha algum sintoma, ele pode acionar o botão de eventos que grava e envia o registro do ritmo cardíaco em tempo real e cor diferenciada. Assim, destacando o evento dos demais registros enviados. Porém, caso haja um episódio de síncope, que impossibilita o doente de acionar o botão de eventos, o evento é registrado da mesma forma e enviado ao médico cardiologista.

Assim, o Web Looper permite a obtenção de um diagnóstico correto e precoce tornando possível uma instituição da terapêutica eficaz. Consequentemente, diminuindo o risco de morte do paciente.

Quer saber mais sobre o uso do Web Looper? Deixe aqui sua mensagem ou entre em contato.

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